|
| |
| NOTÍCIAS |
| |
20/05/2010 - Reunião com Secretário Barbieri sinalizou bases da negociação na Epagri e Cidasc
Dirigentes do Seagro foram recebidos nesta 2ª feira, 17 de maio, pelo secretário da agricultura, médico veterinário Enori Barbieri, e pelo novo diretor geral da Secretaria, engenheiro agrônomo Airton Spies. Participaram ainda da reunião dirigentes do Simvet, Sindecon e Sinsesc, além dos representantes das empresas.
Por questões de agenda, o Secretário Barbieri participou apenas da primeira parte da reunião. Manifestou que sua gestão frente à Secretaria tem como prioridade o fortalecimento da Epagri e da Cidasc para que possam cumprir seus objetivos com qualidade.
Complementou que reconhece as perdas salariais acumuladas da categoria, mas que qualquer tipo de aumento real de salários dependerá do CPF. Também disse que apesar do pouco tempo que terá a frente da Secretaria, vai trabalhar para o merecido reconhecimento desta.
Questionado pelo engenheiro. agrônomo Jorge Dotti Cesa, presidente do Seagro, sobre até onde o secretario poderá responder pela negociação, respondeu que este ano os avanços nas negociações, bem como um possível acordo final, só acontecerão após a aprovação formal do CPF, evitando os constrangimentos da última campanha salarial.
Os dirigentes sindicais e a assessoria jurídica do Seagro manifestaram sua contrariedade com a excessiva intervenção do CPF em todo processo de negociação, prejudicando a própria gestão das empresas.
Responsável pelas negociações na ausência do Secretário, o Diretor Geral Spies informou que as tratativas iniciam com o balizamento determinado pelo CPF, que autorizou somente o repasse da inflação dos últimos 12 meses (INPC de 5,49%) e a renovação das cláusulas anteriores.
No andamento foram discutidas as principais reivindicações da categoria e os respectivos impactos financeiros. Os dirigentes sindicais lembraram que a arrecadação do Estado evoluiu sistematicamente e de forma expressiva, e que só não haverá recomposição salarial se não houver vontade política do Governador Pavan.
Lembraram também que 40% do PIB catarinense vêm da agricultura familiar e do agronegócio, para cujas atividades os trabalhos da Epagri e Cidasc são fundamentais.
O achatamento salarial já acumula perdas de quase 50%, dos quais 15% só no Governo LHS. “Com uma tabela salarial completamente defasada, as categorias responsáveis pelas áreas de atuação das empresas não tem mais perspectiva de carreira profissional, colocando em xeque a pesquisa, a extensão rural e a defesa sanitária animal e vegetal em Santa Catarina”, frisou Jorge Dotti.
Informado de que a revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS) da Epagri está muito “limitada” e direcionada pela “cultura interna” da empresa, o diretor Spies mostrou-se surpreso e ressaltou que qualquer empresa tem que ter num PCS uma de suas principais ferramentas de gestão.
A revisão dos PCS’s com a definição de carreira específica para as áreas fim das empresas é uma das prioridades do Seagro. Ficou bem claro neste encontro, que a Empresa deveria ser a maior interessada em concluir este trabalho e participar ativamente para efetivar logo este importante instrumento de gestão. Os sindicatos presentes ressaltaram que a questão da suspensão da gratificação de aniversário de empresa de 25% na Epagri tem que ser resolvida, mas não servirá como “moeda” de negociação. Se não for resolvido pela via administrativa e/ou política, os sindicatos buscarão na justiça os direito adquiridos.
Depois de mais de duas horas de reunião, ficou definido que os dirigentes da Secretaria e das empresas levarão as propostas acordadas para negociação com o CPF.
Ficou agendada nova rodada de negociação para o dia 25/05, às 14 horas. Os dirigentes sindicais salientaram mais uma vez que cabe ao Governador Pavan a decisão política de valorizar ou não a agricultura catarinense, lembrando a necessidade de agilizar as negociações, respeitando a data base que é 1º de maio.
As regiões devem pressionar politicamente seus representantes para sensibilizar o Governo sobre a necessidade de avanços. A categoria deve continuar mobilizada na busca de nossas justas reivindicações.
|
|
|